O “checkout da folia”: maximizando a venda de bebidas e gelo com cross-merchandising

O carnaval de 2026 projeta-se como um marco histórico para o varejo brasileiro, com estimativas de movimentação financeira na casa dos R$ 14,48 bilhões. Em Santa Catarina, esse cenário é ainda mais expressivo, visto que o comércio varejista do estado deve apresentar uma expansão de 4,3%, superando a média nacional. 

Para o varejista catarinense, especialmente no litoral, essa época do ano exige estratégias precisas para capturar o fluxo intenso de turistas e potencializar a venda de bebidas no ponto de venda.

A grande oportunidade reside no comportamento do consumidor durante a folia. O folião busca praticidade, imediatismo e soluções que acompanhem o ritmo acelerado das festas e dos deslocamentos para a praia. Nesse contexto, a área de checkout deixa de ser apenas um local de finalização de compra para se tornar uma zona estratégica de alta conversão.

A psicologia da venda de bebidas no checkout

O momento da fila do caixa é uma das raras ocasiões em que a barreira de atenção do consumidor está reduzida. Estudos indicam que o cliente gasta, em média, apenas 15 segundos diante de uma gôndola comum e ignora grande parte dos produtos expostos. No entanto, ao atingir o checkout, ele entra em um estado de espera, tornando-se altamente receptivo a estímulos que ofereçam conveniência.

Trabalhar a venda de bebidas nessa zona estratégica capitaliza o chamado tempo morto da fila. 

O conceito de “Grab & Go” (pegar e levar) funciona perfeitamente aqui, pois o folião raramente faz comparações extensas de preços durante os dias de festa. A decisão é tomada em segundos, influenciada pelo apelo visual de refrescância e pela facilidade de acesso ao produto.

Implementando o cross-merchandising para o folião

A estratégia de cross-merchandising é o motor que transforma uma simples compra em um ticket médio elevado. Em vez de obrigar o cliente a percorrer diversos corredores em busca de ingredientes para seus drinks, o varejista deve oferecer a solução completa próxima ao caixa. 

A criação de ilhas temáticas que reúnam destilados para caipirinha, como vodka e cachaça, ao lado de sacos de gelo e frutas frescas é uma tática infalível.

O gelo saborizado, que apresentou um crescimento de 41% nas vendas recentemente, é a grande aposta para 2026. Ao posicionar visicoolers com gelo de frutas vermelhas ou limão ao lado de garrafas de gin e água tônica, o lojista remove o atrito logístico do cliente. 

Essa associação lógica estimula o efeito gatilho, garantindo que o folião leve o kit completo para o esquenta ou para a beira-mar.

A estrutura da ilha grab & go perfeita para a venda de bebidas

Para que o layout seja eficiente, é fundamental respeitar a geometria visual do consumidor. 

A área nobre da exposição, situada ao nível dos olhos, deve ser reservada para itens de maior margem de lucro e apelo visual, como gins premium, licores e o próprio gelo saborizado. Itens de destino planejado, como sacos de gelo tradicionais e fardos de água, podem ocupar as partes inferiores da ilha.

Nesse ponto da jornada, a inclusão de marcas reconhecidas pela qualidade e praticidade fortalece a confiança do cliente. Ao planejar o mix, o varejista pode incluir itens de marcas como D’Ajuda, que oferece molhos e condimentos ideais para os lanches rápidos de rua que acompanham as bebidas. 

Da mesma forma, óleos e ingredientes da Cargill podem estar presentes para atender quem prepara refeições rápidas antes de sair para o bloco.

Pensando na experiência completa do cliente, até mesmo o pós-festa pode ser explorado no checkout. A exposição de soluções de limpeza da Bombril, como esponjas de aço e itens multiuso, faz sentido para o folião que já deseja garantir a organização da casa ou da grelha do churrasco após as comemorações. 

Essa visão de 360 graus sobre as necessidades do consumidor é o que diferencia um ponto de venda comum de um parceiro estratégico na folia.

Leia também: O kit veraneio: estratégias de mix para capturar o turista e o consumidor econômico

Superando os desafios logísticos da temporada catarinense

A operação de uma ilha de checkout de alto fluxo exige uma reposição militarizada. Durante o carnaval em Santa Catarina, o fluxo turístico em cidades como Florianópolis e Balneário Camboriú pode aumentar a demanda em até 60%.

O maior desafio é garantir que o produto esteja sempre gelado e disponível, pois se o item não estiver à mão no momento do impulso, a venda é perdida.

A logística em Santa Catarina enfrenta gargalos conhecidos, como os congestionamentos na BR-101 e restrições de circulação em centros urbanos. Por isso, contar com um distribuidor que possua infraestrutura local é decisivo. 

A Taf Distribuidora, com mais de 10 bases estratégicas no estado, garante que o reabastecimento ocorra de forma ágil, permitindo que o varejista mantenha suas geladeiras cheias e as ilhas de grab & go sempre operacionais nas 3 a 4 horas que antecedem o início dos blocos, que é o pico de consumo.

Leia também: Gestão de compras inteligente: como otimizar seu estoque e fluxo de caixa com um distribuidor de confiança

Otimizando os resultados finais

Maximizar a venda de bebidas no carnaval de 2026 requer mais do que apenas estoque, exige inteligência de exposição e foco total na conveniência. O uso de sinalização direta, com frases curtas que foquem na rapidez e no benefício do drink gelado, ajuda a guiar o folião que está em movimento. 

A aplicação do método FEFO (primeiro que vence, primeiro que sai) na reposição garante a frescura dos insumos e protege a lucratividade do negócio.

Ao transformar o checkout em um ponto de experiência prática, o varejo catarinense não apenas aumenta seu faturamento imediato, mas também fideliza o cliente que valoriza a agilidade. 

A folia é o momento de facilitar a vida do consumidor, oferecendo o kit completo com o suporte de marcas líderes e uma logística eficiente. Quer preparar o seu estoque para o maior carnaval de todos os tempos? Confira nossos catálogos e garanta o mix ideal para a sua loja!

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